segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Marcia entrevista amanhã cozinheira de Michael Jackson

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Raimunda Pereira Vila Real, conhecida como Dona Remy, participou do Programa Márcia nesta segunda-feira, dia 23, e contou detalhes nunca antes revelados sobre a vida íntima de Michael Jackson. Com 84 anos, a brasileira naturalizada americana foi cozinheira do astro e fez várias revelações, contou curiosidades, cozinhou para Márcia o prato preferido do músico e revelou detalhes de jantares servidos para celebridades como Paul McCartney, Elizabeth Taylor, Oprah Winfrey, entre outros. “Michael adorava comida brasileira. Inventei muitas receitas para agradá-lo, já que ele era vegetariano. Meu menino (carinhosamente como ela o chamava) dormia no chão. Eu falava: ‘Michael olha que cama linda.

Deite na cama...’, mas não tinha jeito. Por medo de ser envenenado, eu provava toda comida antes. Um dia brinquei que estava passando mal após provar. Ele correu para ligar para o 911 (serviço de emergência nos EUA) – mas o segurei a tempo”, contou.

Michael Jackson não gostava de chocolate, não comia carne e tinha medo de ser envenenado. Seu almoço costumava se resumir a duas fatias de melancia e um suco de laranja espremido na hora. Mesmo assim, o rei do pop acabou sendo fisgado por uma brasileira pela boca.

Raymunda Pereira Vale Real, nascida há 84 anos na cidade de Curvelo (MG), foi cozinheira do astro pop entre 1981 e 1998, em vários momentos. Dona Remi – como gosta de ser chamada – mora nos Estados Unidos e está no Brasil a convite do programa de Márcia Goldschmidt (sua entrevista irá ao ar amanhã, às 16h, na TV Bandeirantes).

Nos camarins, antes de gravar o programa, Dona Remi repassa a receita que irá mostrar na TV. Cogumelos, arroz selvagem e salsa. “Foi o prato que fez o Michael Jackson me contratar como cozinheira durante um jantar na casa do Quincy Jones (famoso produtor que foi o responsável por obras como Thriller e Bad)”, fala a doce senhorinha, sempre escoltada pelo costa-riquenho Javier Lizano, uma espécie de faz tudo em sua vida.

Dona Remi lembra do exato momento em que teve o primeiro contato com Jackson: “Quincy Jones o levou aonde eu estava e disse para ele: ‘Tenho uma irmã pra te apresentar.’ ‘Irmã?’, perguntou ele. ‘Sim, ela também é uma Testemunha de Jeová’.”

A cozinheira foi aos Estados Unidos em 1969, a convite do músico Sergio Mendes. Antes, já havia cozinhado para o presidente Juscelino Kubitschek. Mas a fama veio quando virou cozinheira oficial de Michael Jackson, em 1981.

Foi nesse período que ela conheceu o menino infeliz e medroso. “Michael era muito tímido. Gostava de ficar trancado no quarto debaixo de cobertas como se estivesse morto, o dia todo. Tinha uma tática pra fazer ele comer.

Brincava com as colheres e sempre dava certo. Comia junto com ele, como se ele fosse um bebê”, lembra Remi, exausta das 14 horas de viagem que separam Los Angeles de São Paulo.

A cozinheira lembra de quando Jackson recebeu Elizabeth Taylor pela primeira vez em sua mansão, em 1981. “Tive de ensinar ele a se portar na mesa, o que perguntar para uma dama.” Enquanto Michael fazia sua dieta, seus convidados sempre comiam frango ensopado. Foi assim com Paul McCartney também, em 1985.

“Ele tinha um cinema em casa e assistia as estreias antes delas entrarem nos cinemas. No dia em que o Paul McCartney foi em sua mansão, ele me chamou para assistir o Aliens junto, mas eu tinha toda a louça para lavar. Sabe quem veio me ajudar? O Paul McCartney. Ai pude assistir ao filme.”

A última vez que Dona Remi viu Michael Jackson foi no final do ano passado, quando o encontrou em Los Angeles, na casa de um ex-produtor. “Eu sabia que ele não ia aguentar. Ele sempre foi magro, mas estava fraquinho demais”, fala emocionada.

Sobre as acusações de pedofilia que Michael enfrentou durante a década de 90, Dona Remi defende o ex-patrão. “Ele sempre foi um doce com crianças.

Uma vez, mandou fazer uma motocicleta especial para uma criança que não tinha os braços nem as pernas. Ele fazia tudo para deixar as pessoas ao seu lado felizes.”

Um outro momento marcante foi quando Michael levou Sean Lennon e Remi ao topo do Palace Hotel em Nova York, deixando os seguranças fulos da vida do lado de fora. “Fizemos uma guerra de bexigas d’água na cobertura.

O Michael sempre foi uma criança em um corpo de adulto.” Sobre o embranquecimento do cantor, Remi lembra. “A indústria do cinema foi a culpada por isso. Pediam pra ele ficar branco, para afinar o nariz. Isso acabou matando ele.

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